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Professor do Campus Maracanã avalia condições da agricultura familiar no Maranhão

  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 23/03/2012 19h16
  • última modificação 23/03/2012 19h16

zenbio_copyA produção da agricultura familiar representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país. A atividade emprega e gera renda a quase 14 milhões de trabalhadores rurais. Dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro, 60% são frutos da labuta de agricultores familiares.

 

Por números como esses, a agricultura familiar é um segmento que não pode ser desprezado pelas políticas públicas nacionais. Essa é a opinião do professor José Zenóbio de Souza, do Campus Maracanã, que ministrou palestras sobre o tema nos oito municípios/pólo do e-Tec Brasil (Barra do Corda, Brejo, Caxias, Cururupu, Imperatriz, Pinheiro, Porto Franco e São Luís).

 

Antes conhecida como pequena agricultura, agricultura de baixa renda ou agricultura de subsistência, a agricultura familiar alcançou um patamar de produção que não cabe mais nessas antigas expressões. Como as propriedades são gerenciadas pelo próprio produtor e a mão de obra da família é superior ao trabalho contratado, é mais adequado que se chame mesmo de agricultura familiar. “Dos estabelecimentos agropecuários do país, 4,4 milhões são de agricultores familiares, sendo que metade está na Região Nordeste”, destacou Zenóbio.

 

No Maranhão, 91,31% das 262 mil propriedades rurais são ocupadas por agricultores familiares. Isso significa dizer que o segmento trabalha em 65% das terras do Estado. Em certos cultivos, responde por maior parte da produção (arroz de casca: 89%; feijão: 86%; mandioca: 86%; milho em grão: 78%; café: 93%; e suínos 86%).

 

pinheiro.zenobioMas na contramão desses dados expressivos está a reduzida oferta de assistência técnica. “A AGERP divulgou a intenção de assistir 80 mil famílias maranhenses; 30 mil por meio de ONG’s e o restante pela própria agência, com apoio do programa Brasil sem Miséria”, pontuou o professor. Em todo o Nordeste, apenas 2,7% dos trabalhadores da agricultura familiar são atualmente assistidos. “Esse segmento merece mais atenção. Se em 100 hectares de terra são empregados 15 trabalhadores na agricultura familiar, no agronegócio, usando essa mesma área, são contratados apenas dois”, enfatizou.

 

Além dos ganhos econômicos, as vantagens também aparecem em termos ambientais. A agricultura moderna, segundo o professor, não é sustentável. Os empreendimentos do agronegócio exaurem os solos, possuem um consumem elevado de energia, água e há uso excessivo de agrotóxicos. “Essas práticas degradam o meio ambiente e empobrecem a biodiversidade, causando desigualdade social, com altos lucros para os donos das multinacionais da agroindústria, que controlam o mercado e marginalizam os pequenos agricultores”, asseverou Zenóbio, ressaltando a necessidade de haver equilíbrio entre conservação ambiental, justiça social e eficiência e crescimento.

 

Formação para a Agropecuária

 

VESPASIANOO diretor geral do Campus Maracanã, Vespasiano de Abreu da Hora, também apresentou palestras nos seminários do e-Tec Brasil. Ao falar da importância do técnico agrícola no cenário sócioeconômico do Maranhão, defendeu que o Estado tem condições de se transformar em uma potência na produção de alimentos, a partir da instrumentalização técnica e tecnológica de profissionais que atuam no campo. “Por isso, nosso interesse em levar o Curso Técnico em Agropecuária a outros municípios do Maranhão. Essa é uma forma, inclusive, de ajudar a agricultura familiar a se desenvolver mais”, frisou.

 

JANDIRAlucimeire_copyDe acordo com as coordenadoras do e-Tec no Campus Maracanã, Jandira Pereira e Lucimeire Amorim, está garantida a permanência do sistema em sete pólos (somente o pólo de São Luís será desfeito) e a inclusão de mais treze municípios: Tutóia, Lago da Pedra, São Luís Gonzaga, Santa Luzia do Paruá, Morros, Palmeirândia, Colinas, Buriti Bravo, Paraibano, São Bernardo, São Benedito do Rio Preto, Presidente Médice, Nina Rodrigues.

Assunto(s): Campus Pinheiro
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