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Pesquisadores do Campus Maracanã e da Uema estudam cavalo baixadeiro

  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 10/05/2012 14h36
  • última modificação 10/05/2012 14h36

CAVALO_BAIXADEIRORústico, forte para o trabalho e resistente aos campos alagados. Essas características fizeram do cavalo baixadeiro a raça perfeita para auxiliar no trabalho rural na região da Baixada Maranhense. Mesmo com sua importância econômica, pouco ainda se sabe sobre doenças nesses animais. É essa lacuna que esperam preencher pesquisadores do IFMA – Campus Maracanã e da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), com a pesquisa “Sanidade do grupamento racial cavalo baixadeiro: doenças parasitárias e infecciosas”.

 

COLETA_DE_SANGUE_02No mês passado, a equipe coletou amostras de sangue, fezes e de ectoparasitos (parasitas externos, que habitam a pele do hospedeiro) em cavalos baixadeiros da localidade de Comporta, no município de Pinheiro, distante 333 km da capital São Luís. Os criadores atenderam ao chamado dos pesquisadores, e disponibilizaram 84 animais para a coleta do material. As amostras estão sendo processadas no laboratório da Fazenda Escola da UEMA (São Bento), no Laboratório de Parasitologia Veterinária da UEMA (São Luís) e no Laboratório de Sanidade Animal do Campus Maracanã.

 

COLETA_DE_PARASITAS_copyOs pesquisadores querem diagnosticar doenças parasitárias e infecciosas que atacam o cavalo baixadeiro. “A importância do trabalho se dá por dois motivos principais: primeiro por ser inédito, e segundo por estar trabalhando o aspecto sanitário desses animais. Com isso, teremos subsídio para ações de controle e prevenção de doenças”, apontou o pesquisador do IFMA, Danilo Rodrigues Barros Brito.

 

Ameaça ao cavalo baixadeiro

 

cavalosO Maranhão possui o segundo maior rebanho de equinos do Nordeste, com 164 mil cabeças. A maioria dos animais é mestiça, como o cavalo baixadeiro. O que mais impressiona os pesquisadores sobre esta raça é sua adaptação a um ambiente semelhante ao do pantanal mato-grossense. A Baixada Maranhense passa metade do ano com intensas chuvas, período em que os campos enchem e ficam com o terreno alagado e argiloso.

 

“Nessas condições, qualquer outra raça teria doenças no casco, mas o cavalo baixadeiro não apresenta esse problema”, ressaltou Danilo. Não por acaso o animal é, para os trabalhadores rurais da região, meio de subsistência e sobrevivência. A falta de manejo rotineiro e adequado, entretanto, tem deixado a raça vulnerável e até ameaçada.

 

De acordo com o pesquisador da UEMA, Daniel Praseres Chaves, que integra a equipe, em longo prazo pode ocorrer a extinção do cavalo baixadeiro. “Os cruzamentos indiscriminados com outras raças, além dos acasalamentos consanguíneos, doenças parasitárias e infecciosas vêm contribuindo para a degeneração e diminuição da população de cavalos baixadeiros”, assegurou Daniel.

 

Com previsão para ser finalizada em dois anos, a pesquisa é coordenada pela doutora em Parasitologia Veterinária, Ana Clara Gomes dos Santos (UEMA), e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), por meio da Rede de Pesquisa da Baixada Maranhense (Rebax).

 

A equipe de pesquisadores é formada, também, por alunos da Iniciação Científica Júnior (estudantes do curso técnico em Agropecuária) e da Iniciação Científica (alunos da Licenciatura em Ciências Agrárias, do Campus Maracanã, e da graduação em Medicina Veterinária, da UEMA), bem como de alunos do mestrado em Ciência Animal.

 

 

Assunto(s): Campus Pinheiro
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