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Evento discute educação inclusiva no IFMA Campus Pinheiro

III Simpósio de Educação Inclusiva (SEI) foi realizado nos dias 27 e 28 de setembro.
  • Com informações do IFMA Campus Pinheiro
  • publicado 03/10/2017 14h42
  • última modificação 03/10/2017 14h43

Usando vendas nos olhos, visitantes puderam vivenciar dificuldade enfrentada por um cego.

Considerando a diversidade humana e a valorização das diferenças na educação profissional e tecnológica, o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Pinheiro realizou o III Simpósio de Educação Inclusiva (SEI). Aproximadamente 300 inscritos da cidade e de outros municípios da Baixada Maranhense participaram do evento, que ocorreu nos dias 27 e 28 de setembro.

A terceira edição do simpósio teve como tema “Inclusão: desfazendo as barreiras da comunicação entre o surdo e o ouvinte”. A iniciativa é fruto do trabalho do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE) do campus. A data escolhida para o evento fez alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado em 21 de setembro.

Durante os dois dias de programação, os palestrantes abordaram o tema central do evento e estimularam o debate em torno da Educação Inclusiva com os participantes. O professor do IFMA Campus Pinheiro e especialista em Direito, Ronaldo Silva Junior, foi convidado para a palestra “O Direito das Pessoas com Deficiência”. “Como pontua os estudiosos da educação inclusiva, faz-se necessário trazer para o meio acadêmico a discussão a respeito das barreiras entre surdos e ouvintes. Nesse sentido, o IFMA avança com a temática quando propõe esse momento de diálogo entre os sujeitos protagonistas desse processo: alunos e professores e toda comunidade acadêmica”, afirmou Ronaldo Silva.

Além das palestras, também foram realizadas oficinas com o objetivo de propiciar aos participantes uma introdução ao estudo do Braille, da Língua Brasileira de Sinais (Libras), bem como a fabricação de recursos pedagógicos. Ao todo foram ofertadas seis oficinas que atenderam a mais de 180 pessoas.

Inscrita na oficina de Libras, a aluna do campus Jhemily Safira relatou que, para ela, a Libras é muito interessante e não é tão difícil de aprender. “Com um pouco de esforço e dedicação, pode-se compreender rapidamente alguns significados”, disse Jhemily Safira.

Já o aluno Wendell José Amaral, deficiente auditivo, reforçou a importância da participação dos alunos ouvintes na oficina de Libras. “Para mim é importante que todos os alunos sintam o desejo

de aprender Libras e o alfabeto, porque isso vai nos ajudar muito a romper as barreiras da comunicação. Agora, eles aprendendo, tantos surdos quanto ouvintes terão uma convivência muito melhor”, acredita o estudante.

Alunos participam de palestras realizadas durante a programação do simpósio.

Também foram montadas várias salas temáticas onde os participantes puderam vivenciar, mesmo que por alguns minutos, as dificuldades superadas pelas pessoas com deficiência. Foi possível, por exemplo, vivenciar o futebol para cegos, em que cada jogador foi vendado para simular a experiência de quem tem deficiência visual, bem como outras experiências.

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